Entre a ânsia e o controle,
O respeito e o pecado,
Ferroam o espírito desejos profanos,
Em noves e oitos, na cauda de um gato.
Sol e Lua de outro mundo
Contemplados em território proibido,
Onde o bardo sonha, ou não. Reprime.
(À cada instante aumenta a sua fome)
Evento dual observado no escuro,
Tesouro de chumbo em solo sagrado.
Sete vezes eu lhe afirmo sem incertezas,
Goza no Inferno e padece no Divino.
Sol e Lua de outro mundo,
Evento dual observado no escuro.
Sua luz é lança banhada em veneno,
Suas torres a perdição em forma de barro.
Entre a ânsia e o controle,
O respeito e o pecado,
Dança o bardo em cantiga,
Um passo para trás, dois passos para frente.
Para frente, rumo à ruína de seu espírito,
Para trás, rumo à agonia de cálice esquecido.
Evento dual observado no escuro,
Sonhado todas as noites,
A cada instante aumentando sua fome.
Evento dual observado no escuro,
Sol e Lua de outro mundo.
Suas torres são a perdição em forma de barro,
Suas garras tal como guante de veludo.
Evento dual observado no escuro,
De outro mundo,
De outro livro.
Canta o bardo, ora em auxílio,
A cada instahte aumentando sua fome...
Eu presenciei algo no escuro...
Sol e Lua de outro mundo.
Suas torres eram a perdição em forma de barro,
Noves e oitos na cauda de um gato.
Eu presenciei algo no escuro...
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quinta-feira, 12 de março de 2015
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Horizonte
Hoje me peguei fitando o horizonte
Comtemplando o vazio de minha própria alma
Revivendo esboços de memorias passadas
Sem ao menos saber se alguma delas era real.
O olhar perdido em meio a torrente
O medo acariciando os cabelos com mão calma
Dores em um peito consoladas
Lágrimas para alegrar o funeral.
*****
Menina calada
Cega pela presença constante da solidão
Vendendo seus largos sorrisos
Para comprar um pouco de afeição
Pela saudade massacrada
Ainda assim abre o coração
Como a chuva que alimenta rios
Crendo fielmente na renovação.
*****
Hoje me peguei fitando o horizonte
Deixando a mente inconsequente divagar
Recordando momentos tão aguardados
Que sequer aconteceram.
Garganta gritando silenciosamente
As cicatrizes a alma a decorar
Prazeres imensamente estimados
Acalentados por pesadelos que assombram.
Jardim de Guerra
Por W Y. Roses
Flores pisoteadas acenam, sua esperança corrompida,
O azedume da carne mal comida sorrindo de mais uma baixa causada.
Todas as bonecas almejam pela chegada dos guerreiros,
Enquanto cavaleiros conquistam suas taças douradas...
Mas somente para derramar o seu rubro vinho.
Eu continuo essa estrada pela penitência, minha loucura em expansão,
O perfume das flores mortas é o inimigo oculto que sorri e me desafia.
Milhões de histórias esperando seu final feliz,
Enquanto príncipes e ladrões levam os sonhos pelas mãos...
Somente para derramar seu rubro vinho.
Monstros olham curiosos, cartas amassadas entre suas garras,
Os senhores e cavalheiros zombam colhendo mais uma rosa de jardins secretos.
Outro tesouro prestes à ser desenterrado,
Enquanto eles abrem e perfuram mais uma concha...
Apenas pelo prazer de vinhos e licores derramados.
Meu corpo cansado permanece de pé,
A face humilhada, a coroa partida, a carne intacta.
Destruído pela destruição de meu orgulho o pesadelo está morto,
Minha espada é o desejo que perfuma as noites sem sono...
Sob minha sombra permances vívida, ciano, completa… Aqui me calo.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Imbranato
Esse meu jeito exagerado
De quem diz estar apaixonado
Ignore os meus incontroláveis devaneios
Como se isso fosse engraçado
Alguém que não sabe permanecer calado.
*****
Desculpe se minha ideia não é coerente
Sou um completo desajeitado
Mantendo um riso forçado
Desculpe se não finjo quando descontente
Alimentando um amor inventado
De um coração fatigado.
*****
Perdoe os meus olhos inocentes
Essas mãos de toques afobados
E desejos apressados
Perdoe os meus lábios sorridentes
Que por você estão encantados
De segredos sussurrados.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Abismo
Já estive
a beira do abismo algumas vezes,
Com a
sensação de fracasso ecoando aos ouvidos.
Com a
solidão abraçando-me de braços frios
Abrindo
as entranhas de minha alma com fartas sedes.
São
apenas olhares fugazes,
Daqueles
que não passam de mortos-vivos.
Defendendo
inutilidades com seus brios
Não
percebendo que somente estão enlaçados por emaranhadas redes.
*****
A
escuridão acabara por se tornar amiga,
Guardando
melhor os segredos que tinha a contar
Entoando
minhas velhas canções de menina
Tomando
minha mão e me pondo a dançar
Talvez
apenas uma louca varrida,
Que os
olhos secou de tanto chorar
Amargura
deu lugar à ânsia felina
Que veio
com o inferno a vida coroar.
*****
Já estive
a beira do abismo algumas vezes
E por ele
encantadoramente atraída,
Tornei-me
sua Rainha decaída
Casei com
os beijos doces de sua perfídia
E bradei
em altos timbres sua prole de maldizeres.
Com os
lábios vorazes
Ignorando
a prudência a muito definida
Fazendo de
suas vontades regalia
Para
desfrutar de seus insondáveis prazeres.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Farfalla
Voe
Livre e feliz
Com o colorido de uma borboleta
Guarde só aquilo que lhe condiz
Deixe a areia escorrer pela
ampulheta.
******
Ame
Sincera e intensamente
Apenas se puder ser fiel
Cante
Aquela canção que te deixa
confiante
Sem se importar com o papel.
*****
Tome
Uma pequena iniciativa
Que pode mudar seu rumo
Sonhe
Crie sua fantasia
Seu próprio mundo.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Caído
Perdoe esse anjo caído
Que vive em pecado
Apenas um pobre apaixonado
Com suas asas quebradas
Buscando cura para as feridas
Só mais um coração traído.
*****
Perdoe esse anjo caído
De alma maltratada
E fé despedaçada
Tentando encontrar um caminho
Abandonar o desatino
De um peregrino abatido
*****
Perdoe esse anjo caído
Uma ovelha do rebanho desgarrada
Com sua tristeza camuflada
Sem ter uma direção
Ou um rumo para intuição
Seguindo completamente perdido.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Dio
Deus!
Onde estás quando por ti chamo?
Para dissipar aquele medo
momentâneo?
Senhor!
Onde está a tua infinita bondade?
Para livrar-me da fria crueldade?
*******
Pai!
Por que já não me trata como
filho?
Não dizes que do teu amor sou
digno?
Oh, Deus!
Por que me abandonastes?
Por que minhas preces sempre
ignorastes?
******
Deus!
Não és tu o todo poderoso?
Por que não acalma o coração
pesaroso?
Senhor!
Onde estás quando em prantos por
ti clamo?
Será que não passastes de mais um engano?
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